DINHO CHINGUNJI exige que UNITA faça um pedido de desculpas e devolva ossadas de antigos militantes e dirigentes assassinados por intrigas políticas no seio da organização



"Sobre o Pedido das ossadas do presidente do partido P-Njango Dinho Chingunji ex ministro da  hotelaria e turismo tivemos uma conversa salutar


'A Unita não pode ter um duplo critério moral, reclamar os corpos ou ossadas daqueles dirigentes seus que tenham sido mortos pelo MPLA e não ter a coragem de apresentar as ossadas e a informação fidedigna das pessoas (dirigentes) que ela própria assassinou, fora das zonas de guerra, durante a guerra civil.


Não se pode passar a ideia de que o único pecador da guerra civil foi o MPLA, porque isso não é verdade.




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Foi o Adalberto Bravo da Costa  que levantou esta tese, no congresso de 2011, que levou à criação de uma comissão que, depois, não teve pernas para andar por falta de vontade política dos protagonistas dos assassinatos dos nossos parentes que ainda vivem e estão aí dentro da UNITA.


Eles não podem continuar a rir na nossa cara como se nada tivesse acontecido. 


Muitos de nossos parentes só foram assassinatos porque eram civilizados e tinham bens de luxo (o caso do pai do Adalberto Bravo da costa, Katchiongo), outros porque tinham mulheres bonitas (o caso de Valdemar Pires Chindondo e de Tito Chingunji, Mangope, Zezito, etc.), outros ainda, porque eram muito inteligentes e dirigentes muito brilhantes, que ensombravam o brilho do líder que era o Jonas Savimbi (tal qual foi o caso do Dr. Jorge Ornelas Sangumba e do Dr. Antônio Vaculucuta), etc.


Portanto, a entrega das ossadas para a realização de óbito condigno, a moda Bantu, um relatório circunstanciado e um pedido de desculpas formais e  públicas são devidos, dentre outras, as seguintes famílias da UNITA, para além da minha:


À família Sangumba, à família Vaculucuta, à família Chindondo, à família Chingunji, à família Elundula, à família Sapalalo, à família do Gen. Tarzan, à família do Gen. Antero, à família do Major Lumumba, à família do Brig. Perestrelo, à família do comando Mangope (o comando que salvou o General Gato na retirada de Luanda, em 1992), à família do Zezito, dentre tantas outras. 


Portanto, uma coisa é a crítica sobre a governação do MPLA e outra, bem diferente, é a crítica da história, em homenagem ao princípio da verdade em busca do perdão reconciliador.


A governação actual, por si só, não consome toda a história recente de Angola.


Os crimes de guerra, de genocídio contra a família Chingunji, por exemplo; e os crimes contra a humanidade (exemplo: a queima das supostas bruxas na Jamba), não podem ser escamoteados, só porque as pessoas estão cansadas do MPLA e querem a alternância a todo o custo.


Não podemos pensar realizar uma alternância de governação que venha substituir um monstro por um outro monstro.


Quem quiser receber o mandato do povo tem de ser humilde e respeitar as dores deste povo, praticando gestos nobres e reconciliadores.”

Texto do Activista Social David Mendes (não se trata do famoso político/comentador do Revista Zimbo; se trata do jovem na foto, com Dinho Chingunji).


Obs: a história de Angola deve ser contada com verdade. A UNITA não é santa, o MPLA não é santo. A UNITA deve de igual modo ser aberta sobre o seu passado, e devolver a paz à memória dos seus mortos. O Presidente da UNITA Adalberto Costa Júnior gosta de referir ao 27 de Maio do MPLA mas nunca se refere aos conflictos e intrigas internas da própia UNITA que levaram a centenas ou milhares de mortos. A UNITA não pode querer primeiro estar no poder para abordar destes temas como lhe convier. A hora é agora. A hora é agora de mostrarem que podem ser transparentes e fazerem uma verdadeira reconciliação.  




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